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	<title>EU LÚDICO &#187; Biblioteca</title>
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		<title>RPG NA SUA MENTE</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafaelrocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
RPG NA SUA MENTE: FANTASIA





 
 
Qual é a importância da fantasia decorrente do R.P.G dentro deste contexto?
Segundo a psicanálise, a fantasia é a fundamentação para o desenvolvimento do pensamento formando a noção realidade humana.
Inicialmente Dr. Freud dividiu o desenvolvimento do pensamento humano em duas etapas: o principio do prazer, no período de gestação onde o ser [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euludico.wordpress.com&blog=4135385&post=45&subd=euludico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="post-43" class="post">
<h1><span style="color:#ff7700;font-family:&quot;">RPG NA SUA MENTE: FANTASIA</span></h1>
</div>
<div id="post-9" class="post">
<div class="entry">
<p><a href="http://pedagogico.skyrock.com/photo.html?id_article=1742696874"></a></p>
<p><img src="http://8f.img.v4.skyrock.com/8f2/pedagogico/pics/1742696874_small.jpg" alt="FANTASIA" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Qual é a importância da fantasia decorrente do R.P.G dentro deste contexto?<br />
Segundo a psicanálise, a fantasia é a fundamentação para o desenvolvimento do pensamento formando a noção realidade humana.<br />
Inicialmente Dr. Freud dividiu o desenvolvimento do pensamento humano em duas etapas: o principio do prazer, no período de gestação onde o ser é voltado para o seu interior sem percepção do externo com todas as suas atenções e desejos satisfeitos e o principio da realidade, onde o indivíduo sente as primeiras necessidades de desconfortos o chamado desprazer a partir disso existe a busca para voltar ao estado de conforto inicial.<br />
Exemplificando, uma criança ao nascer sente fome e é amamentada, o seio torna-se um objeto externo desconhecido a ela que satisfaz o estado de desprazer.</p>
<p>Na próxima sensação de fome a criança confundirá suas lembranças e terá uma experiência alucinógena sobre o objeto externo antes de alcançá-lo novamente, esta alucinação satisfará o desejo psicológico dela mas não o biológico, sendo assim quando a fome perpetua ocorre a decepção pela alucinação, o que joga a criança novamente ao mundo externo, criando assim a noção de real e imaginário.<br />
É lógico dizer que, a maturidade seria a capacidade de equilibrar e diferenciar a fantasia da realidade, criando mecanismos eficientes com facilidade para adaptar-se a realidade, assim como diferenciar vida profissional da vida pessoal.<br />
Em suma, a fantasia é o mecanismo humano de ponte mediadora que ameniza este desprazer até chegar ao ponto de poder voltar ao estado de prazer.<br />
Alem de criar uma armadura protetora contra os impactos da realidade no universo interno gerando adaptações para o ser interno suportar a realidade externa.<br />
Quando um desejo interno não é satisfeito gera frustrações que se transforma em patologias, a fantasia permite que os desejos inconscientes reprimidos sejam satisfeitos e sublimados.<br />
Através desta exposição de conteúdo, é obvio a importância da fantasia para a saúde mental e física do individuo esta pode resultar também em incríveis criações artísticas, cientificas ou ainda, traves de personagens de R.P.G como forma de sublimação dos desejos individuais.</p>
<p>RAFAEL ROCHA</p></div>
<p class="info"><a title="FANTASIA" href="http://ludico.kit.blog.br/2008/05/14/rpg-na-sua-mente-fantasia/#respond"></a></p>
</div>
<div id="post-7" class="post">
<h1><span style="color:#ff7700;font-family:&quot;">RPG NA SUA MENTE: NARRATIVA</span></h1>
<div class="entry">
<p>“O tédio é o pássaro de sonho que choca os ovos da experiência. O menor sussurro nas folhagens o assusta”<br />
(BENJAMIN, 1936).<br />
Com esse tédio já extinto, como os ninhos do pássaro, o ser humano perde o dom de ouvir histórias. O ato de contar historias é encontrado em todas as culturas desde tempos antigos, através de odisséias, poesias, mitos, lendas, fatos, fofocas, especulações, causos, não importando como, existe a necessidade humana de expressar e compartilhar informações para outras pessoas mantendo assim sua identidade cultural.<br />
A ação de narrar tem sempre um ensinamento, ou seja, um aprendizado enraizado em forma de normas de conduta. Toda uma cultura pode ser transmitida através desta iniciativa oral. Atualmente, esta sendo revivida a ação dos contadores de história, segundo Rubem Alves, na busca de ensinar o que realmente importa e não apenas o que a mídia oferece.</p>
<p>O R.P.G. é uma ferramenta de contar historias de forma interativa, fazendo os ouvintes serem locutores e os contadores serem ouvintes, ou melhor, o educador também sendo educado. Aquele que ensina também aprende, compartilhando seus conhecimentos com os conhecimentos do grupo.<br />
Assim, alicerçando ao material produzido pelo filosofo Walter Benjamin (1936), a ação da narrativa como condição social saudável é âncora memorial da civilização.<br />
Caracteriza-se a narração de histórias em 3 fatores fundamentais, primeiro o cenário deve ser comum a todos, com significado similar para ouvintes e narrador, segundo a historia deve ser construída de forma artesanal com o tempo adequado entre as gerações para que não se perca, por ultimo a troca de experiência entre narrador e ouvintes dentro de um fluxo narrativo comum e vivo continuando a história sem limite determinado.<br />
No R.P.G. todas as características citadas são preenchidas de forma que, recorrendo à dissertação de mestrado de Andréa Pavão, conclui-se que muitas ações na pratica do roleplaying game é fruto de conhecimentos anteriores, experiência trazida pelo narrador e os participantes de todas as suas leituras, filmes, vivências e toda a movimentação social.<br />
<a title="wittle_red_riding_hood_by_danceswithwerewolves.jpg" rel="attachment wp-att-6" href="http://euludico.wordpress.com/humor/5-revision/"><img src="http://ludico.kit.blog.br/files/2008/05/wittle_red_riding_hood_by_danceswithwerewolves.jpg" alt="wittle_red_riding_hood_by_danceswithwerewolves.jpg" /></a></p>
<p>“Haveria uma proximidade entre o contador de historias, o narrador e o mestre de RPG, pelo papel que assumem ao conduzir uma leitura, seja ela de um livro, de um caso ou de uma aventura fantástica, para um ou mais ouvintes, que não mantém uma postura passiva. À medida que o ouvinte interrompe, pergunta, critica, reconduz a narrativa em outra direção, o mestre vale-se de seu atributo ‘repentista’, como também de sua ‘bagagem pessoal’, do repertorio acumulado pela vida.”<br />
(PAVÃO, 1996).</p>
<p>RAFAEL ROCHA</p></div>
<p class="info"><a title="NARRATIVA" href="http://ludico.kit.blog.br/2008/05/14/rpg-na-sua-mente-narrativa/#respond"></a></p>
</div>
<div id="post-5" class="post">
<h1><span style="color:#ff7700;font-family:&quot;">RPG NA SUA MENTE: COGNIÇÃO</span></h1>
<div class="entry">
<p>A cognição ou ato de conhecer, é o processo ou faculdade de adquirir conhecimento baseado na consciência das experiências sensoriais sendo lembranças, pensamentos ou representações em forma de signos, esquemas ou figuras. De forma mais clara, cognição seria aprendizado ou ainda o processo de aprendizagem.<br />
Na psicologia cognitiva, conhecer algo esta conectado com o ato da permanência de uma informação em arquivos mentais. A memória humana é dividia em três estágios de armazenamento, inicialmente a memória de sensorial a qual pega as informações instantaneamente pelos sentidos, adiante existe a memória de curto prazo ao qual seleciona, acessa, codifica e arquiva as informações em sistemas relacionados. Por fim a memória de longo prazo com a função de guardar essas informações como um grimorium ¹ para serem acessadas sempre que for necessário através da memória de curto prazo.<br />
Tendo base na teoria de David Ausubel (1978), a aprendizagem pode ser cognitiva, afetiva ou psicomotora. A aprendizagem cognitiva ocorre no armazenamento lógico e ordenado de informações na mente do aprendiz, na aprendizagem afetiva traços internos do aprendiz vindos de experiências passadas como prazer ou dor efetivam o processo. Na aprendizagem psicomotora ocorre um conjunto de respostas musculares devido ao treino e pratica, mas a aprendizagem cognitiva é fundamental na aquisição de habilidades psicomotora.<br />
¹ livro ao qual o mago escreve suas magias e as procuram sempre que deseja usá-las.<br />
A prática do R.P.G utiliza as 3 formas de aprendizagem dando ênfase maior na cognitiva e afetiva, tornando-se ferramenta de ensino mais completa.<br />
Ausubel ( 1978 ) defende que no processo de adquirir conhecimento existem duas linhas de saberes que se interligam intimamente a da aprendizagem mecânica e a da aprendizagem significativa. A ação mecânica é necessária quando o individuo adquire informações em uma ¹ livro ao qual o mago escreve suas magias e as procuram sempre que deseja usá-las. Área de conhecimento completamente nova pra ele e através desta constrói conceitos, estruturas cognitivas e pré-requisitos nesta área do saber.</p>
<p>Na ação significativa é um processo em que a nova informação se interliga e relaciona com informações antigas da estrutura cognitiva do individuo, ou seja, a nova informação ancora-se em conceitos ou pré-requisitos já contidos na estrutura cognitiva do aprendente. Através do agrupamento de conceitos formam-se esquemas de conhecimento ou representações mentais como livros específicos de uma biblioteca em determinada área do saber.<br />
Todo esse processo ocorre primordialmente, no lado esquerdo do cérebro,ou seja, o lado responsável por ações lógicas e racionais, ao qual pode arquivar as informações de forma ordenada, porem, o lado direito que é responsável pela emoção, intuição e imaginação também é importante e não será descartado no processo.<br />
Mas antes deve-se recorrer a algumas idéias fundamentais, como a teoria de Piaget (1977), ao qual, no final do processo de desenvolvimento mental, por volta dos 15 anos de idade o ser humano gera a capacidade de raciocinar em hipóteses verbais e não apenas com objetos concretos, mas com abstrações e hipóteses abrindo a porta da filosofia e tendendo a sair do egocêntrismo para um pensamento grupal.<br />
Segundo Howard Gardner (1981), psicólogo americano autor da teoria das inteligências múltiplas, existem sete tipos de inteligências, a musical, a corporal-cinestésica, a lógico matemática, a lingüística, a espacial, a interpessoal e a intrapessoal. Com isso vem a idéia que inteligência não é uma ação única para resolver problemas específicos de ordem lógica como um computador mais a ação interligada de varias inteligências singulares em um processo continuo.<br />
Na ação de interagir no R.P.G as ações são tanto racionais quanto imaginativas ou seja, os dois hemisférios do cérebro tem lugar de ação, assim como ocorre na leitura. Não se pode esquecer que tudo se passa através da abstração, interpretação e imaginação, com a ação lúdica permitindo a utilização saudável dos dois hemisférios do cérebro, diferenciando a fantasia da realidade através de um processo de narrativa interativa, assim aumentando a margem de aprendizado utilizando todos os aspectos tratados nestas referências.</p>
<p>Rafael Rocha</p></div>
<p class="info"><a title="COGNIÇÃO" href="http://ludico.kit.blog.br/2008/05/13/rpg-na-sua-mente-cognicao/#respond"></a></p>
</div>
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		<title>REGISTRO &#8211; 24/06/2003 &#8211; 03h28 &#8211; FOLHAONLINE</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:47:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafaelrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>

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		<description><![CDATA[Aprendizes de RPG
REINALDO JOSÉ LOPES
free-lance para a Folha de S.Paulo
link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u471.shtml
Ao telefone, a professora do ensino fundamental Rosangela Basilli Beraldo Mendes, 41, está tão rouca que fica até difícil entender o que diz. Diferentemente do que se poderia imaginar, porém, a rouquidão não é o subproduto de uma classe indisciplinada, mas de alunos empolgados e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euludico.wordpress.com&blog=4135385&post=43&subd=euludico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Aprendizes de RPG<br />
REINALDO JOSÉ LOPES<br />
free-lance para a Folha de S.Paulo<br />
link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u471.shtml</p>
<p>Ao telefone, a professora do ensino fundamental Rosangela Basilli Beraldo Mendes, 41, está tão rouca que fica até difícil entender o que diz. Diferentemente do que se poderia imaginar, porém, a rouquidão não é o subproduto de uma classe indisciplinada, mas de alunos empolgados e participativos, disputando a atenção dela, mesmo numa aula cujo tema (a boa e velha tabuada) é proverbialmente chato. Toda essa empolgação, afirma a professora, se deve ao uso do RPG (”roleplaying game” ou “jogo de interpretação”, na sigla inglesa) como forma de motivar as crianças a aprender.</p>
<p>Apontado há tempos como um potencial instrumento pedagógico, só agora o jogo parece estar saindo do armário escolar no Brasil. Iniciativas de professores, empresas e organizações não-governamentais, assim como a publicação de RPGs com o propósito declarado de serem usados na sala de aula, estão levando o jogo além das fronteiras às quais se restringia (em geral, o universo dos adolescentes fascinados pela temática medieval e fantástica). Ao mesmo tempo, a técnica ainda precisa enfrentar o fato de ter sido associada à fuga da realidade, à violência e até ao satanismo.</p>
<p>Para o editor Douglas Quinta Reis, da Devir (principal editora do gênero no Brasil), o jogo já tem, de saída, uma vantagem: toma partido da tendência natural para brincar de faz-de-conta. “A criançada já faz isso naturalmente, eles não têm freio na imaginação”, afirma. Em essência, o RPG é uma elaboração coletiva desse tipo de brincadeira e do hábito ancestral de contar histórias. O grupo de jogadores é coordenado por um mestre, que propõe a eles um cenário e uma história na qual as ações do grupo acontecem.</p>
<p>Cada jogador, que representa um personagem à sua escolha, é co-autor da história: as decisões que os personagens tomam afetam o rumo da aventura (nome dado à sessão de jogo), que pode ter este ou aquele final dependendo dessas escolhas. Ações em que há um elemento de sorte envolvido, como combates ou manobras arriscadas, são em geral decididas com os dados. O mais comum é que o jogo aconteça em volta de uma mesa, mas há também o estilo “live action” (ação ao vivo, em inglês), mais teatral, com jogadores fantasiados.</p>
<p>Não há vencedores nem perdedores: o grupo trabalha em equipe, e os antagonistas são representados apenas pelo mestre. Em princípio, qualquer cenário se presta a uma aventura de RPG, da Grécia de Platão ao universo da saga “Guerra nas Estrelas”, passando por uma favela moderna no Brasil. Mesmo assim, a associação com cenários medievais fantásticos (como o do romance “O Senhor dos Anéis”) ainda é forte, sendo contrabalançada nos últimos anos por temas góticos (como o do RPG “Vampiro &#8211; A Máscara”).</p>
<p>O principal obstáculo para que o sistema dê certo na sala de aula, por enquanto, é o próprio desconhecimento da imensa maioria dos professores.</p>
<p>Por enquanto, o enfoque educativo do RPG tem se concentrado no ensino de história —há versões simplificadas do jogo que abordam as Cruzadas, o quilombo dos Palmares e os bandeirantes. Mas, para seus defensores, a tática é interdisciplinar por natureza.</p>
<p>Os alunos da quarta série de Rosangela Mendes, na Escola Municipal D. Pedro 1º, em São Paulo, misturaram ambiente e matemática ao interpretarem arqueiros élficos (inspirados nos elfos de “O Senhor dos Anéis”) que tentam proteger a Amazônia. “Eles tinham de encontrar 12 flechas mágicas, que eram a tabuada”, conta a professora. Cada aluno cria seu personagem desde o começo do ano e acompanha sua evolução atualizando sua ficha de personagem no caderno, o que ajuda a burilar também o português, segundo ela. “Eu tinha uns 15 alunos que não liam e não escreviam direito”, conta Mendes. “O jogo mudou isso. Os pais às vezes não entendem o que é aquilo, mas sabem que o filho está fazendo a lição de casa e está lendo.”</p>
<p>O professor de educação física Gilsmy Malaquias Boscolo, 30, que introduziu o RPG como atividade suplementar em suas aulas na Escola Estadual Dr. Elias Massud, em Monte Mor (região de Campinas, interior de São Paulo), notou a mesma mudança: “O interesse pela escrita e pela leitura aumentou diretamente por causa do jogo”, conta. Hoje em outra escola, Boscolo está incentivando seus colegas a adotarem a prática.</p>
<p>Ambiente e cidadania estão entre os temas mais procurados por alunos e professores, diz Marcos Tanaka Riyis, 31, da Jogo de Aprender, uma empresa de Sorocaba (interior de São Paulo) que aplica principalmente os “lives” em escolas particulares e públicas. Para evitar a complicação de personagens demais para poucos mestres, o professor de educação física sugere dividir as classes em grupos de cinco a sete alunos, cada um sob o cuidado de um “submestre”, realizando tarefas específicas. “No final, os grupos, que achavam estar competindo entre si, descobrem que só conseguirão seu objetivo se se juntarem, o que enfatiza o aspecto cooperativo”, explica.</p>
<p>Nos “lives” ambientais, alunos da sétima e da oitava séries precisam recuperar artefatos mágicos (sob a guarda de seres mitológicos brasileiros como o saci-pererê ou o curupira) para derrotar o vilão alienígena Zargon, que quer destruir o ambiente global. Para conseguir os objetos místicos, os alunos realizam uma tarefa cooperativa e respondem a uma pergunta do ser mitológico que encontraram —sempre sobre um tema ambiental tratado previamente, como o aquecimento global ou os alimentos transgênicos. Questionários aplicados depois do jogo revelaram que todos os alunos acertavam pelo menos metade das questões sobre o tema tratado —contra 67% dos alunos que não participaram do jogo.</p>
<p>“É preciso ter em mente que o RPG não é um título, é uma forma de narrativa”, diz o educador e escritor Carlos Klimick, 34, um dos criadores de “Desafio dos Bandeirantes”, o primeiro RPG com temática brasileira. Klimick está usando o jogo com deficientes auditivos de seis a oito anos de idade no Ines (Instituto Nacional de Ensino de Surdos), no Rio de Janeiro, além de ter o RPG como tema em seu projeto de mestrado em design de jogos educativos na PUC-RJ. Klimick diz preferir a aplicação do RPG fora da sala de aula, mas considera que a transmissão de conteúdos difíceis pode ser facilitada pela dinâmica do jogo. “Um aluno me disse uma vez que só conseguiu entender o que era um mecenas [os patrocinadores endinheirados dos artistas da Renascença] interpretando um artista do Renascimento e tendo de procurar um”, conta.</p>
<p>Reis afirma ser possível transmitir conceitos de qualquer disciplina com criatividade. “O jogo no qual estamos trabalhando agora tem como tema Líbero Badaró [jornalista e ativista político cujo assassinato ajudou a derrubar D. Pedro 1º]“, diz. “Pouca gente sabe, mas ele veio ao Brasil para estudar ervas medicinais. A idéia é que ele teria achado uma cura para a varíola, que ficou perdida e é redescoberta pelos jogadores nos dias de hoje.”</p>
<p>De uma tacada só, seria possível trabalhar história do Brasil, biologia e até geopolítica, já que a varíola está na lista dos patógenos que poderiam ser usados por bioterroristas.</p>
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		<title>RPG EMPRESARIAL</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafaelrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>

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		<description><![CDATA[RPG e Recursos Humanos &#8211; o Projeto Teomaquia


Não é de hoje que o mundo empresarial está crescendo o olhopara os Role Playing Games. A possibilidade de treinamento de executivos e funcionários em geral através de estratégias lúdicas não é uma novidade para quem trabalha nos setores de RH e Treinamento de empresas que percebem a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euludico.wordpress.com&blog=4135385&post=40&subd=euludico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center"><strong>RPG e Recursos Humanos &#8211; o Projeto Teomaquia</strong></p>
<p><a title="oratoriamaior.jpg" rel="attachment wp-att-44" href="http://euludico.wordpress.com/?attachment_id=44"></a></p>
<p><a title="oratoriamaior.jpg" rel="attachment wp-att-44" href="http://euludico.wordpress.com/?attachment_id=44"><img src="http://ludico.kit.blog.br/files/2008/05/oratoriamaior.jpg" alt="oratoriamaior.jpg" /></a></p>
<p align="left">Não é de hoje que o mundo empresarial está crescendo o olhopara os <em>Role Playing Games</em>. A possibilidade de treinamento de executivos e funcionários em geral através de estratégias lúdicas não é uma novidade para quem trabalha nos setores de RH e Treinamento de empresas que percebem a importância de ter profissionais capacitados e estimulados para exercerem suas tarefas satisfatoriamente.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">Mas a real utilização do RPG como treinamento de executivos ainda é uma tímida iniciativa no empresariado brasileiro… por enquanto.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">Existem iniciativas como a da I9Ação, criadores do Madru, um “RPG corporativo”. Outro exemplo interessante é o Aasgard, de Paula Falcão. Fora isso, há diversos trabalhos sendo desenvolvidos, sem falar de inúmeros TCCs (teses de conclusão de curso), mas que não vamos falar a respeito pela falta de dados concretos.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">Há também a Jogos de Aprender, do Professor Marcos Tanaka Riyis, que desenvolve um muito criativo e interessante trabalho com jogos educativos e cooperativos junto a empresas e escolas há anos, com resultados satisfatórios, sendo uma das referências na área.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">Mas outra referência surgiu agora em 2006, com o sugestivo nome de Teomaquia.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">A Roche Farmacêutica procurou a LUDUS CULTURALIS para desenvolver um trabalho de treinamento de gerentes regionais de um de seus produtos na América Latina. Em um mês, a LUDUS CULTURALIS desenvolveu o projeto Teomaquia e o apresentou à Roche Farmacêutica, tendo antes desenvolvido uma pequena aventura de RPG para demonstração chamada <em>Terror em Primazia</em>. A demonstração foi um sucesso, tendo instantes hilários em que os jogadores, diante da perspectiva de enfrentar o terrível dragão Maumor, tiveram que se desdobrar para usar todas as suas habilidades e vencer a fera, resgatar a princesa e conseguir a benevolência do rei. Depois da aventura, foi feita uma análise pelos próprios jogadores, quando então eles perceberam como a técnica do RPG poderia ser utilizada no treinamento.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">Dado o aval, a aventura <em>Teomaquia: a batalha pelo Olimpo</em> foi criada e desenvolvida. A concepção inicial foi de Felipe C. Pacca, e participaram do desenvolvimento Maria do Carmo Zanini e Jaime Daniel L. R. Cancela. Ambientada na Grécia antiga, Teomaquia coloca os jogadores como deuses olímpicos (criados para o jogo) que são incubidos por Zeus e Atena de descobrir por que a fé dos mortais nos deuses tem diminuído. Ao investigar, os deuses descobrem uma terrível verdade que pode significar o fim do Olimpo, e sua salvação depende dos mortais.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">O Projeto Teomaquia teve sua conclusão em Santiago do Chile, onde dois narradores da LUDUS CULTURALIS (Natália Urrutia Salvo e Jaime Daniel Cancela) se juntaram a uma terceira narradora (Laura Cárdenas Cortés) para desenvolver a atividade, que foi realizada em 27 de agosto de 2006.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">A aventura, totalmente narrada em espanhol, foi realizada na enoteca do Cerro San Cristóbal, em Camino Real. Participaram 18 representantes da Roche Farmacêutica de toda a América Latina. Durante três horas e meia, pessoas que nunca haviam jogado RPG representaram deuses gregos e, graças a um sistema de regras muito simples, criado especificamente para atividade, não tiveram dificuldades para participar do jogo, no qual tiveram que percorrer diversos locais da Grécia e encontrar outros deuses e seres do universo mítico grego. Outro ponto interessanteante de ser ressaltado é que, pouco antes da atividade, todos foram questionados e somente dois deles já tinham ouvido falar do <em>Juego de Rol</em>, que é como os países de língua espanhola chamam o RPG. Após a atividade, houve um bate-papo, quando então foram levantados os problemas pelos quais os jogadores passaram, quais as soluções encontradas e, o mais interessante, como isso poderia ser comparado com seus problemas da vida real. Segundo eles, o que o jogo demonstrou de forma positiva era a necessidade de levarem para suas vidas profissionais o trabalho de equipe, a vontade de conquistar novos objetivos, a neccesidade de avaliar bem suas escolhas a longo prazo e o entusiasmo em seu trabalho.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">Isso serve para exemplificar como o RPG tem diversos pontos positivos como atividade lúdica, educativa e empresarial. Quando empresas multinacionais começam a utilizar os <em>Role Playing Games</em> como método de treinamento para seus executivos, isso é um sinal que, paulatinamente, toda a mistificação que envolve o RPG será esclarecida. Só é necessário um trabalho sério e contínuo de explicações a respeito. E um pouco de paciência.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">Fonte: LUDUS CULTURALIS</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/euludico.wordpress.com/40/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/euludico.wordpress.com/40/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euludico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euludico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/euludico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/euludico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/euludico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/euludico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/euludico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/euludico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/euludico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/euludico.wordpress.com/40/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euludico.wordpress.com&blog=4135385&post=40&subd=euludico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Fantasia Romântica: a possível subversão do RPG Blue Rose</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafaelrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>

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		<description><![CDATA[

 

 
In: V SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DA REPRESENTAÇÃO SENSÍVEL,
2006, Rio de Janeiro. V Simpósio do Laboratório da Representação Sensível. Rio de
Janeiro: Laboratório da Representação Sensível &#8211; Puc-Rio
Carlos Klimick, Mestre em Design, Doutorando em Literatura Brasileira1
 

 

Palavras chave: Role Playing Game; inovação; originalidade; Roland Barthes.

Resumo: os Jogos de Representação (RPG:

Role Playing Games) vivem o desejo
contemporâneo da inovação. Contudo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euludico.wordpress.com&blog=4135385&post=35&subd=euludico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="entry">
<p><strong><span style="font-size:medium;font-family:TimesNewRomanPS-BoldMT&quot;"><span style="font-size:medium;font-family:TimesNewRomanPS-BoldMT&quot;"><strong><font face="TimesNewRomanPS-BoldMT" size="4"><font face="TimesNewRomanPS-BoldMT" size="4"></p>
<p align="left"> </p>
<p></font></font></strong></span><strong><font face="TimesNewRomanPS-BoldMT" size="4"></p>
<p align="left"> </p>
<p></font></strong></span></strong><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;">In: V SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DA REPRESENTAÇÃO SENSÍVEL,</p>
<p align="left">2006, Rio de Janeiro. V Simpósio do Laboratório da Representação Sensível. Rio de</p>
<p align="left">Janeiro: Laboratório da Representação Sensível &#8211; Puc-Rio</p>
<p align="left">Carlos Klimick, Mestre em Design, Doutorando em Literatura Brasileira<span style="font-size:xx-small;font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;"><span style="font-size:xx-small;font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;">1</span></span></p>
<p><font face="TimesNewRomanPSMT"> </p>
<p></font></span></p>
<p align="left"> </p>
<p><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;"></p>
<p align="left">Palavras chave: Role Playing Game; inovação; originalidade; Roland Barthes.</p>
<p><font face="TimesNewRomanPSMT"></p>
<p align="left">Resumo: os Jogos de Representação (RPG:</p>
<p></font></span></p>
<p align="left"><em><span style="font-family:TimesNewRomanPS-ItalicMT&quot;">Role Playing Games</span></em><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;">) vivem o desejo</span><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;"></p>
<p align="left">contemporâneo da inovação. Contudo, apesar do apuro técnico presente nas estruturas</p>
<p align="left">narrativas e nas imagens a elas associadas, nota-se nelas uma forte persistência temática.</p>
<p align="left">Neste artigo trato da possibilidade de inovação dos cenários de RPG jogando com os</p>
<p align="left">signos e estereótipos presentes nessas e outras formas narrativas dentro do seu ambiente</p>
<p><font face="TimesNewRomanPSMT">mais tradicional: a Fantasia. O recente RPG norte-americano “</p>
<p></font></span></p>
<p><em><span style="font-family:TimesNewRomanPS-ItalicMT&quot;">Blue Rose</span></em><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;">” é apresentado</span><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;">como exemplo dessa estratégia ao trazer para o mundo dos </span><em><span style="font-family:TimesNewRomanPS-ItalicMT&quot;">role playing games </span></em><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;">a</span><span style="font-family:TimesNewRomanPSMT&quot;"></p>
<p align="left">“Fantasia Romântica”.</p>
<p align="left"> Fonte: <a href="http://www.historias.interativas.nom.br/historias/textos/lars06.pdf"><span style="color:#ff7700;font-family:&quot;">http://www.historias.interativas.nom.br/historias/textos/lars06.pdf</span></a></p>
<p align="left">Comentário: Esta abordagem realmente me surpreendeu, o romantismo em destaque, penso que atraves desde desafio seja possivel estimular a inteligencia emocional, e parar um pouco com o velho MPD.</p>
<p align="center">SER ROMANTICO É UMA DAS MAIORES AVENTURAS HUMANAS</p>
<p><font face="TimesNewRomanPSMT"> </p>
<p></font></span></p>
<p> </p></div>
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	</item>
		<item>
		<title>D&amp;D 4.0 resumão</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafaelrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>

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		<description><![CDATA[

Dia D RPG &#8211; O lançamento de D&#38;D 4 Ed.


 




 






Contribuição de Beth Kodama
26 de May de 2008
 
 


 
　
　
　
Dia D RPG (17 e 18 de maio/ Mundial de RPG) – Conferimos o lançamento de D&#38;D 4ª Edição, na Devir, e fazemos
uma comparação com a terceira edição do sistema.
 
　
　
　
　
　
　
Eventos de RPG já não são muito grandes nem muito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euludico.wordpress.com&blog=4135385&post=30&subd=euludico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="post-72" class="post">
<h1>
<p class="info"><span style="font-size:medium;font-family:Arial&quot;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial&quot;">Dia D RPG &#8211; O lançamento de D&amp;D 4 Ed.<font face="Arial" size="4"><font face="Arial" size="4"></p>
<div id="post-69" class="post">
<div class="entry">
<p> </p></div>
</div>
<p></font></font></span><font face="Arial" size="4"></p>
<div id="post-69" class="post">
<div class="entry">
<p> </p></div>
</div>
<p></font></span></h1>
</div>
<div id="post-69" class="post">
<div class="entry">
<p><span style="font-size:xx-small;font-family:Arial&quot;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Arial&quot;"></p>
<p align="left">Contribuição de Beth Kodama</p>
<p align="left">26 de May de 2008</p>
<p><font face="Arial" size="1"><font face="Arial" size="1"> </p>
<p></font></font></span><font face="Arial" size="1"> </p>
<p></font></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial&quot;"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial&quot;"></p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">Dia D RPG (17 e 18 de maio/ Mundial de RPG) – Conferimos o lançamento de D&amp;D 4ª Edição, na Devir, e fazemos</p>
<p align="left">uma comparação com a terceira edição do sistema.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">Eventos de RPG já não são muito grandes nem muito visitados, mas não é sempre que acontece um</p>
<p align="left">“mundial”: um evento simultâneo em várias cidades do mundo todo – e com atividades</p>
<p align="left">sincronizadas. Claro que para se realizar um “mundial” é preciso ter uma motivação muito forte: o</p>
<p align="left">lançamento da 4ª edição de Dungeons &amp; Dragons veio bem a calhar.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">O sistema de RPG de fantasia medieval mais famoso do mundo, o Dungeons &amp; Dragons (mais conhecido como</p>
<p align="left">“D&amp;D” ou “DnD”), foi criado em 1974 pela extinta TSR. A primeira versão era uma caixa, com</p>
<p align="left">um mapa, dados e miniaturas de papel. Em 1977, o jogo teve uma segunda versão, Advanced Dungeons &amp; Dragons</p>
<p align="left">(“AD&amp;D”), cuja intenção não era substituir a primeira, mas suprir os interesses de jogadores</p>
<p align="left">“avançados”. Apesar do velho “Box Set” continuar sendo vendido até 2000, durante os anos</p>
<p align="left">1980, o AD&amp;D dominou o mercado de RPG, lançando muitos suplementos e cenários de campanha nunca antes</p>
<p align="left">imaginados, como “Ravenloft”, “Dark Sun”, “Planescape” e</p>
<p align="left">“Spelljammer”.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">Em 1999, a maioria desses cenários seria extinta com a venda da TSR para a Wizards of the Coast, a mesma empresa</p>
<p align="left">que produz o jogo de cartas “Magic: The Gathering”. Sob nova direção, o “Box Set” original de</p>
<p align="left">D&amp;D parou de ser produzido e foi determinado que o AD&amp;D seria substituído definitivamente pelo D&amp;D 3ª edição no ano</p>
<p align="left">de 2000. Essa declaração foi uma bomba no mercado! Os fãs ficaram loucos! O que eles fariam com as pilhas e pilhas de</p>
<p align="left">livros nas regras antigas?! E o que aconteceria com os sensacionais cenários de campanha?!</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">Mas a Wizards tinha um ótimo argumento: em 1999 ninguém mais jogava AD&amp;D. A maioria dos RPGistas havia migrado</p>
<p align="left">para o Storyteller, fascinados tanto pela ambientação gótica contemporânea quanto pela possibilidade de se jogar os liveactions,</p>
<p align="left">dois diferenciais que não ocorriam com o AD&amp;D de jeito nenhum. Para combater a White Wolf, que produz os</p>
<p align="left">livros do sistema storyteller (ou D10), a Wizards decidiu arriscar seu novo produto adquirido: “Vamos ficar com os</p>
<p align="left">cenários de campanha e fazer com que o sistema seja gratuito”. Não, os livros não são de graça. Mas a patente</p>
<p align="left">do novo sistema é um “Open Game” chamado de “D20 System”. Os efeitos disso foram</p>
<p align="left">bem recebidos, principalmente pelos licenciantes de outras patentes: ao invés de pagar os direitos de GURPS ou da</p>
<p align="left">White Wolf, um RPG de “Conan” pode sair por qualquer editora pelo Sistema D20 sem pagar nada para</p>
<p align="left">ninguém a não ser os direitos autorais do próprio “Conan”. O que de fato aconteceu com vários cenários,</p>
<p align="left">por exemplo, “Call of Cthulhu”, que trocou o antigo sistema de porcentagem pelo D20. Assim, ficou</p>
<p align="left">definido que o D&amp;D 3.0 ou 3ª edição teria como base o cenário de campanha de “Greyhawk” e ainda</p>
<p align="left">publicariam suplementos para outros dois sobreviventes “Forgotten Realms” e</p>
<p align="left">“Dragonlance” (no caso deste último, a história é bem complicada).</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">“Ravenloft” foi vendido para a Sword &amp; Sorcery (que é um selo da White Wolf depois de uma complicação</p>
<p align="left">do card game Vampire &#8211; The Eternal Struggle). Todos os outros cenários caíram na malha fina e foram extintos (até</p>
<p align="left">agora). A adaptação brasileira de “Dark Sun” para a nova versão de regras do 3.0 feita pelo site</p>
<p align="left">http://www.darksun.com.br/ é considerada oficial pela Wizards of the Coast, mas não será publicada nem pode ser</p>
<p align="left">comercializada. Em 2002, a Wizards promoveu um concurso para criar um novo cenário e o escolhido foi</p>
<p align="left">“Eberron”, publicado desde 2004.</p>
<p><font face="Arial" size="2"><font face="Arial" size="2"> </p>
<p></font></font></span><font face="Arial" size="2"> </p>
<p></font></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;font-family:Arial&quot;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Arial&quot;"></p>
<p align="left">FimdoMundo Web Site</p>
<p align="left">http://www.fimdomundo.net Fornecido por Joomla! Produzido em: 27 May, 2008, 23:43</p>
<p><font face="Arial" size="1"><font face="Arial" size="1"> </p>
<p></font></font></span><font face="Arial" size="1"> </p>
<p></font></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial&quot;"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial&quot;"></p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">Eis que em 2003, a Wizards reconhece que o sistema precisa de leves alterações para ficar balanceado. Surge o</p>
<p align="left">“D&amp;D 3.5”, com mais regras, porém com mais versatilidade e coerência. Com o sucesso da trilogia de</p>
<p align="left">Senhor dos Anéis e os filmes de Harry Potter, o D&amp;D (e o Magic, por inércia) passaram a dominar o mundo! Digo… as</p>
<p align="left">mesas de RPG! Em muito pouco tempo, o 3.5 esmagou o storyteller (que estava se auto-destruindo sozinho e sem a</p>
<p align="left">ajuda de ninguém com a idéia de “fim do mundo” da White Wolf). Mas os góticos não se suicidaram com o</p>
<p align="left">apocalipse: eles reiniciaram a história (e por conseqüência, as regras) do Mundo das Trevas (World of Darkness ou WoD</p>
<p align="left">2.0). “Não está morto aquele que pode, eternamente, jazer” – dito e feito, o novo cenário vai</p>
<p align="left">ganhando espaço lentamente.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">O D&amp;D 4ª edição pode ser uma resposta ao novo Mundo das Trevas. A verdade é que o sistema 3.5 já tem cinco anos</p>
<p align="left">com algumas regras inviáveis se forem levadas ao pé da letra (o que a grande maioria dos mestres não faz e nem</p>
<p align="left">permite que seus jogadores façam). Principalmente, as regras de combate. Uma briguinha de boteco de cinco minutos</p>
<p align="left">pode levar horas e horas de combate!</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">A 4ª edição teve uma “prévia” no evento Dia D RPG. Eu estive lá no sábado e joguei a aventura pronta</p>
<p align="left">“Fuga de Sembia”, mestrada pelo Paulo, ambientada em Forgotten Realms, com o personagem halfling</p>
<p align="left">paladino, Corrin Junquilho, de nível 1.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">Vou fazer uma breve comparação do que mudou:</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">- Testes de resistência: no 3.5, eram rolados dados. No 4.0, são passivos, fixos como a antiga Classe de Armadura</p>
<p align="left">(CA). A melhor regra, na minha opinião.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">- Poderes: no 3.5, eram baseados em especificações da classe, magia, habilidades similares à magia e outras coisas. No</p>
<p align="left">4.0, são diferenciados em “poderes sem limite”, “poderes por encontro” e “poderes</p>
<p align="left">diários” (sistema de regras semelhante a jogos de computador). Tem uns poderes bem estranhos, como o</p>
<p align="left">Warloch, que toda vez que matava alguém, saía dando pulinhos. Ah, sim, os magos não soltam magias! Agora, eles</p>
<p align="left">têm o podeeeeeer!!</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">- Cura: no 3.5, descansa um dia e recupera 1 Ponto de Vida (PV) ou cura mágica. No 4.0 existe um sistema de pulsos</p>
<p align="left">de cura por dia que podem ser usados com “retomada de fôlego” ou com cura mágica; e Pontos de Vida</p>
<p align="left">curados por pulso. Resumindo, ficou mais fácil curar e ser curado, mas não cura-se muitos pontos de vida por vez. O</p>
<p align="left">negócio agora é bater e ver quem morre primeiro!</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">- Perícias: no 3.5, o “ladino” do grupo era um perito em várias habilidades, desde abrir uma fechadura até</p>
<p align="left">em “identificar” itens mágicos, mas no 4.0, nem teve a classe ladino para testar. Mas foi perceptivo que</p>
<p align="left">as perícias reduziram drasticamente para uma lista de 10 ou no máximo 15 perícias. E tem índices passivos: Intuição</p>
<p align="left">Passiva (algo como “isso não está me cheirando bem”) e Percepção Passiva (algo como o “sentido</p>
<p align="left">aranha” do Peter Parker).</p>
<p align="left"> - Sucesso Crítico: no 3.5, tirava 20 no dado, rolava de novo para confirmar o acerto crítico e, então, multiplicava o dano da</p>
<p align="left">arma usada (o normal é o dobro). No 4.0, tirou 20 é crítico e aplica-se o dano máximo, inclusive para</p>
<p align="left">“magias”… digo, “poderes”. Além disso, o dano crítico também se aplica a mortos-vivos. (O</p>
<p align="left">que eu discordo imensamente!!! *revoltada*)</p>
<p align="left"> - “Sangrar”: no 3.5, não existia essa regra, mas alguns mestres aplicavam algo semelhante provindo de</p>
<p align="left">outros livros e suplementos, que funcionava mais ou menos assim: “alcançou seus 50% de PVs no dano, tem seu</p>
<p align="left">deslocamento reduzido”. Agora no 4.0, existe o índice de “sangrando” que é quando seu</p>
<p align="left">personagem ou monstro começa a ficar muito mal mesmo, caminhando para o além (cerca de ¼ da vida). O problema</p>
<p align="left">não é ter esse índice: é ter esse nome! Afinal, como mortos-vivos esqueletos podem “sangrar”? E teve</p>
<p align="left">vários esqueletos na prévia… Mas a regra é interessante.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">- Deslocamento: no 3.5, não era essencial nem saber quanto uma pessoa normal anda, muito menos quanto ela corre! E</p>
<p><font face="Arial" size="2"><font face="Arial" size="2"> </p>
<p></font></font></span><font face="Arial" size="2"> </p>
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<p><span style="font-size:xx-small;font-family:Arial&quot;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Arial&quot;"></p>
<p align="left">FimdoMundo Web Site</p>
<p align="left">http://www.fimdomundo.net Fornecido por Joomla! Produzido em: 27 May, 2008, 23:43</p>
<p><font face="Arial" size="1"><font face="Arial" size="1"> </p>
<p></font></font></span><font face="Arial" size="1"> </p>
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<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial&quot;"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial&quot;"></p>
<p align="left">existia “maior definição de imagem”, afinal, o que é redondo não é quadrado. Mas no 4.0, imagem não é</p>
<p align="left">nada, deslocamento é tudo! Eu sempre achei que o correto era ter um mapa e, então, quadricular por cima para se</p>
<p align="left">medir uma área, mas no D&amp;D 4.0, o procedimento é inverso. Os jogadores desenham o mapa em cima de um</p>
<p align="left">quadriculado pré-pronto! Assim, os arbustos têm que ser quadrados! É tudo quadrado! Inclusive as medidas, afinal,</p>
<p align="left">“a diagonal do quadrado é igual ao lado do quadrado”! (acho que não preciso de um matemático para</p>
<p align="left">dizer que isso está errado…) Fora que a maioria dos jogadores andam que nem bêbados no cenário para evitar</p>
<p align="left">ataques de oportunidade!</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">　</p>
<p align="left">- Pontos de Ação: no 3.5, em Eberron, já existia a regra de pontos de ação por nível de experiência. Turbinados, os</p>
<p align="left">pontos de ação no 4.0 dão uma ação padrão a mais e podem ser mais vezes.</p>
<p align="left"> - Ataques de Oportunidade: no 3.5, um ataque extra, valendo quase qualquer coisa. No 4.0, só vale um ataque padrão</p>
<p align="left">sem uso de poderes. Excelente regra!</p>
<p align="left"> Em resumo, o D&amp;D 4.0 não tem muita coerência, mas um excesso de funcionalidade. Ele funciona! E perfeitamente… só</p>
<p align="left">não faz muito sentido! Mas… precisa fazer sentido para quem?! O importante é matar, pilhar e destruir! E colecionar</p>
<p align="left">miniaturas! Isso não quer dizer que a história ou a interpretação seja desfavorecida! Afinal, ambas sempre foram de</p>
<p align="left">responsabilidade do mestre e seus companheiros jogadores e não, do sistema de regras.</p>
<p align="left"> Particularmente, acredito que a 4ª Ed de D&amp;D será maciçamente detonada, xingada e linchada pelos antigos jogadores</p>
<p align="left">de RPG, principalmente os hardcore por “desfavorecer” a interpretação e se focar mais em combate. Por</p>
<p align="left">outro lado, acredito que ela fará um grande número de novos “adeptos”, chegando a popularizar o jogo</p>
<p align="left">como o “o xadrez do século XXI”. De fato, tem um enorme potencial para isso! Contudo, será que a</p>
<p align="left">Wizards acredita que enfrentará a concorrência do Storyteller com um “jogo de estratégia”?</p>
<p align="left">Infelizmente, pode acontecer de o D&amp;D 4ª edição se tornar o concorrente direto de Magic: The Gathering, que é o carrochefe</p>
<p align="left">da própria Wizards… <span style="font-size:xx-small;font-family:Arial&quot;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Arial&quot;"></p>
<p align="left">Fonte: <a href="http://www.fimdomundo.net/"><span style="color:#ff7700;font-family:&quot;">http://www.fimdomundo.net</span></a></p>
<p align="left"> </p>
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		<title>O jogo RPG e a socialização do conhecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafaelrocha</dc:creator>
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Helena de Fátima Nunes, Professora do Departamento de Ciência e Gestão da Informação


Universidade Federal do Paraná.
 




 
Resumo
Aponta o jogo Role Playing Game &#8211; RPG como uma ferramenta para a socialização do conhecimento nas organizações. Analisa os diferentes significados e usos do conhecimento ao longo da história, evidenciando sua importância no mundo do trabalho, especialmente no final [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euludico.wordpress.com&blog=4135385&post=27&subd=euludico&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p class="info"><em>Helena de Fátima Nunes, </em><span style="font-family:TimesNewRoman&quot;">Professora do Departamento de Ciência e Gestão da Informação</span><span style="font-family:TimesNewRoman&quot;"><font face="TimesNewRoman"></p>
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<p align="left">Universidade Federal do Paraná.</p>
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<h4>Resumo</h4>
<p>Aponta o jogo Role Playing Game &#8211; RPG como uma ferramenta para a socialização do conhecimento nas organizações. Analisa os diferentes significados e usos do conhecimento ao longo da história, evidenciando sua importância no mundo do trabalho, especialmente no final do Século XX e início do Século XXI. Descreve as características do jogo e as possibilidades de utilização no compartilhamento de conhecimentos, emoções, crenças e valores. Ao compartilhar aventuras e situações, os participantes trocam sentimentos daí resultantes, ou seja, as emoções perceptíveis, mas não expressas e todo o processo de trabalho conjunto pode ser beneficiado pelos insights mútuos dos membros da equipe. Indica os passos metodológicos para a adaptação do jogo RPG como uma ferramenta facilitadora na conversão do conhecimento tácito nas organizações.</p>
<p>fonte: <a href="http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewArticle/309"><span style="color:#ff7700;font-family:&quot;">http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewArticle/309</span></a></p>
<p>Texto Completo: <a href="http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/309/353"><span style="font-size:xx-small;color:#555599;font-family:&quot;">PDF</span></a></div>
<p class="info"> </p>
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