O 1 Simpósio RPG & Educação – Palavra: Transformação e Conhecimento, promovido pela LUDUS CULTURALIS, com apoio de Devir Livraria, da Terramédia, APEOESP e SINPEEM, realizado no Mart Center, São Paulo-SP, entre os dias 24, 25 e 26 de maio de 2002, representou uma primeira oportunidade para que educadores conhecessem diversos trabalhos e pesquisas acadêmicas que mostram por que e como usar o RPG em sala de aula, ou fora dela, por meio de palestras, mesas-redondas e oficinas.
Valor: 12,00 reais
Fonte: http://www.devir.net/jobstore/index.php?comando=detalhe&codigo=1914
Comentario: o simposito evoluiu até sua 4 edição, após isso nada se falou, mais quando pude participar, no caso do 4 simposio existiam temas como: RPG EMPRESARIAL, RPG no ensino de fisica, biologia, RPG NO ENSINO SUPERIOR EM MARKETING, RPG E ALTERIDADE, etc. Alem da super divertida oficina de formação de narradores.
Rezem para surgir a 5° edicação…
A esta altura você já experimentou todos os sistemas de RPG de cuja existência se tem notícia. Todos eles giram em torno da mesma premissa: criar um personagem, trabalhar em grupo e atingir um objetivo. E não vamos nos esquecer que o RPG permite que você conte uma história enquanto brinca (quanta emoção!).
A Terra de Og tem uma idéia semelhante, mas descarta aquele monte de regras que, segundo o próprio livro, até chegam a atrapalhar o jogo. Num estilo irônico e bem humorado o livro leva os jogadores a interpretarem personagens pré-históricos.
O mundo está na época da Idade da Pedra e é controlado por dinossauros (isso mesmo, apesar de históricamente incorreto, qual a graça de um RPG sem os monstros grandes e ferozes?!) e para interpretar um bom homem das cavernas, o jogador só pode usar um número pré definido de palavras.
É nesta restrição que está quase toda a graça do jogo. Distribuído originalmente no 4º Sampa RPG de 2002, Terra de Og entra para o hall dos jogos mais hilários já vistos em terras tupiniquins.
Fonte: Devir livraria
Comentário: Muito bom para professores de comunicação ou língua portuguesa,um RPG simples em regras, barato, uns 10 reais no máximo e um também grande desafio ^^
Gustavo César Marcondes é autor do Livro das Lendas, um RPG destinado a educação, já testado em várias escolas do Brasil. No próprio livro e na entrevista, é falado dos diversos tipos de matérias que podem ser abordados nesse livro. Nessa entrevista, o autor fala do uso de seu RPG na escola e do preconceito que há sobre o RPG. 1) Gustavo, gostaria que você se apresentasse primeiramente. Quem você é, sua formação e quando começou a jogar RPG. Meu nome é Gustavo César Marcondes, 33 anos, sou psicólogo educacional formado pela Universidade de Uberaba-MG. Durante 12 anos fui professor de química no ensino médio e cursos pré-vestibulares. Sou natural de Uberaba, mas atualmente resido em Goiânia-GO, onde me especializo na metodologia da arte de contar estórias na educação (Universidade Federal de Goiás). Meu primeiro contato com o RPG foi em 95 quando um amigo me convidou para jogar. Desde então, começou minha paixão pelo jogo. 2) Quando surgiu a idéia da criação do Livro das Lendas? A 4 anos atrás. Como professor, sempre percebia a dificuldade na assimilação dos conteúdos escolares, principalmente por parte dos adolescentes (coisa normal nessa fase). Eu conhecia a série mini Gurps, e a partir de um estudo minucioso dos RPGs mais conhecidos, tive a convicção de que poderia montar um sistema para abranger todos os conteúdos educacionais. A partir desse momento foram pesquisas e mais pesquisas, testes e mais testes, até chegar ao produto final em agosto de 2004. 3) Gostaria que você explicasse um pouco do sistema. O sistema tem a proposta de servir de suporte de regras para qualquer tipo de história, ambientada em qualquer época ou lugar, seja de pura fantasia ou de grande realismo. Por não ter uma ambientação fixa e apresentar uma grande flexibilidade, ele pode incorporar todas as ambientações imagináveis, permitindo inclusive a construção de aventuras didáticas contendo os conteúdos escolares. O Livro das Lendas utiliza apenas 3 dados de seis faces cada, e privilegia amplamente a interpretação. Sua linguagem, extremamente simplificada, colabora para a melhor compreensão e assimilação de toda estrutura do jogo. Professores e alunos, em sua maioria, desconhecedores do RPG, terão a oportunidade de conhecer esse fantástico instrumento e avaliar sua importância para a educação. Gostaria de enfatizar que esse sistema NUNCA substituirá uma aula teórica, ele poderá ser usado como um instrumento para auxiliar na melhor fixação dos conteúdos propostos, desenvolver a oralidade, a escrita, a socialização e cooperação, a pesquisa, o gosto pela leitura, sempre de forma divertida e inovadora. 4) Atualmente, o RPG vai sofrer uma grande leva de jogos para iniciantes como o RPGQuest, o Primeira Aventura e o Nexus D6, além do 3D&T que está no mercado a um bom tempo. Por que, na sua opinião, está ocorrendo essa ‘invasão’ de títulos assim? É claro que existe toda uma questão de marketing para se vender mais, divulgando também, todo material já existente. Mas acredito que todo esse movimento vai muito além dessa intenção. Nós educadores, criadores e incentivadores desse estilo de jogo sabemos da real importância da leitura e como ela se relaciona com nossas atitudes do dia a dia. O RPG tem o “poder” de facilitar a formação de leitores e de todos os benefícios que o hábito de ler, expressar, com prazer, traz a sociedade. Jogos como esses, com certeza, levarão o conhecimento aos leigos, dando-lhes a oportunidade de quebrar seus preconceitos, participando de sua riqueza através do simples conhecer melhor. 5) Como um mundo medieval, como o Medievalis*, de sua autoria, pode ser usado na escola? Bom, em primeiro lugar gostaria de corrigir um pequeno detalhe da pergunta. Medievalis não é um mundo, e sim um continente que faz parte de um mundo com realidades diversas. Quanto a se usar na escola, devo confessar que o sistema (O Livro das Lendas) nasceu das experiências que obtive dentro desse fantástico continente. Eu o escrevi primeiro e fui usando sua realidade para chegar em um sistema dinâmico e interpretativo, com poucas páginas e muitas idéias, como é o Livro das Lendas. Medievalis é um livro-cenário para aventuras baseadas no Livro das Lendas. Ele foi desenvolvido com a intenção de gerar idéias, facilitar a elaboração de aventuras didáticas ou não. Espero poder lançá-lo até o final do ano. Posso citar uma série de exemplos de utilização, como numa aventura que apresente uma catapulta, onde se pode calcular o alcance do disparo para atingir as muralhas de um castelo (Física). A manipulação de ácidos e bases por um alquimista, que pretende realizar experiências para proteger seu reino do ataque de um temível dragão (Química). O amplo conhecimento do clima, vegetação e relevo, poderá ser a única forma de sobrevivência numa região inóspita, rodeada de perigos (Geografia). Muitos outros exemplos são possíveis, associados a conteúdos de uma ou várias disciplinas por aventura. Normalmente se monta uma aventura centrada nos tópicos que o professor está trabalhando. 6) Além do Livro das Lendas, qual sistema você recomenda para quem quer começar a jogar? Gosto muito dos produtos da Daemon. Tenho certeza que o RPGQuest será uma boa opção para quem deseja conhecer melhor esse estilo de jogo. Gosto também do 3D&T, acho fácil e divertido, também uma boa pedida para os iniciantes. 7) Como foi a apresentação do livro à Editora Zouk? Eu estava estudando o imaginário da adolescência na obra de um importante autor francês chamado Gilbert Durand. Durante minhas pesquisas tive a oportunidade de me corresponder com o doutor Altair Macedo L. Loureiro que estava lançando, junto com seus colaboradores, a obra chamada “O Velho e o Aprendiz”, baseada na teoria de Durand. Esse livro foi lançado pela editora ZOUK, que confesso, não conhecia anteriormente. Gostei muito da forma com que essa editora incentivava a produção de obras ligada a educação. Então resolvi enviar o livro, e apesar de ser um autor iniciante, minha obra foi muita bem recebida e conceituada.
Como as revistas de RPG podem tratar o assunto RPG & Educação? Acredito que uma das melhores maneiras de tratar o assunto seria buscar e divulgar os vários projetos que vem sendo desenvolvidos em escolas e instituições utilizando o RPG. A divulgação dos passos seguidos, junto aos resultados já obtidos, poderia proporcionar melhor compreensão desse fantástico instrumento. A informação correta e minuciosa sempre estimula o aparecimento de novas iniciativas, diminuindo o preconceito. 9) Quais os melhores cenários para apresentar aos alunos? Existem ótimos cenários hoje no mercado, mas acredito que para a área didática, o interessante seria utilizar cenários históricos, como os usados pelo mini GURPS; futurísticos que contenham elementos e projeções da nossa realidade; atuais que sejam flexíveis aos assuntos do conteúdo utilizado. Uma experiência muito interessante que venho desenvolvendo, é fazer com que os próprios alunos construam cenários a partir de informações que vem adquirindo dos próprios conteúdos escolares vistos. 10) Com o grande preconceito existente, como mostrar o RPG para um diretor de escola e professores? Sem dúvida não é uma tarefa fácil. A falta de informação aliada ao comodismo fortalece e produz raízes ainda mais profundas no preconceito. Eu costumo apresentar o projeto com naturalidade e firmeza. Procuro esclarecer todas as dúvidas, mostrar resultados já alcançados e estabelecer metas e objetivos. Sempre acreditei e continuo acreditando que o RPG é sinônimo de educação. Como tal deve estar presente nas escolas como um ótimo instrumento educacional. 11) Revistas e sites sempre deram destaque à adaptação de jogos, filmes e livros para o RPG. Já foi usado esse método para com seus alunos? É bom? Tenho certeza que toda iniciativa desse tipo é válida. Dentro do mundo didático não poderia ser diferente. Cenários como o do Senhor dos Anéis ainda é um dos preferidos. Mas muitas vezes os alunos gostam, além de participar de aventuras, de criar cenários para aventuras; muitos deles inspirados em jogos de videogame e filmes. O resultado sempre foi muito bom. Abrir a possibilidade para que os jogadores construam seus próprios cenários e desenvolvam suas aventuras neles, vem proporcionando uma motivação ainda maior, um desenvolvimento sócio-cultural bastante surpreendente. 12) Qual foi a sua melhor aventura jogada numa escola? Eu sempre costumo dizer que será a próxima. Foram muitas aventuras, não saberia dizer qual foi a melhor, pois foram momentos muito ímpares e importantes na minha vida. Cada grupo de alunos sempre recebeu muito bem o RPG didático me proporcionando um grande incentivo para desenvolvê-lo cada vez mais. 13) Gostaria que você deixasse um recado a todos daqui que estão lendo essa entrevista. Gostaria de agradecer a todos os jogadores de RPG pela sua grande fidelidade a esse nosso incrível jogo. Que essa fidelidade ajude a converter todo preconceito daqueles ditos “conhecedores do jogo e da educação” em iniciativas realmente promissoras para uma educação mais voltada para área social. O RPG também pode tirar as crianças da rua, assim como o esporte. Não somos sós o país do futebol, também somos o país da criatividade! 14) Aonde o jogador ou o professor pode adquirir o livro? No site da Editora ZOUK Na Saraiva Na Spellstore CONTEUDO RETIRADO DO LINK: http://talude.multiply.com/journal/item/12
Cometario: O livro foi publicado papel reciclado!!! Bom fora o detalhe ambiental, ele tem uma estrutura de regras baseado em D&D, não tem a ficha mais simples do mundo, mas é bem constituído e dá base ao narrador iniciante, que ainda necessita de algumas regras como muleta de apoio.
Autora: SÔNIA RODRIGUES
Criar uma história emocionante, com personagens fantásticos e enredos cheios de suspense, é privilégio dos escritores profissionais, dos roteiristas de cinema, dos autores de telenovela? Milhares de jovens que jogam Roleplaying Game no Brasil acham que não. O Roleplaying Game surgiu nos EUA na década de 1970. Muito se especulou sobre o jogo e sobre sua prática. Os jogadores realmente aprendem ficção nos livros de regras? O RPG contribui para a expressão escrita? Existe relação entre RPG e literatura? Quem primeiro buscou responder a essas perguntas no Brasil foi Sonia Rodrigues. Pioneira nos estudos acadêmicos sobre o tema, defendeu tese de doutorado em literatura na PUC/RJ em 1997 sobre o Roleplaying Game, ficção e jogo. Roleplaying Game e a Pedagogia da Imaginação no Brasil não é apenas um texto acadêmico, apesar de trazer a público a tese pioneira.
É também a síntese do que Sonia Rodrigues pesquisou e criticou no jogo norte-americano e o desenvolvimento do conceito de Pedagogia da Imaginação defendida por Ítalo Calvino. A aplicação desta síntese com professores, estudantes, jovens em situação de risco social está na segunda parte do livro.
Este é um estudo que registra a forma como os mestres de RPG se apropriam de personagens e tramas literárias, procurando recompor estes elementos e contar uma nova história e fazendo um paralelo com o processo narrativo de Monteiro Lobato, provavelmente o maior autor infanto-juvenil deste país. Um livro imprescindível para qualquer pessoa que queira entender a estrutura e o funcionamento de um aventura de RPG”., diz Carlos Eduardo Lourenço, diretor da Ludus Culturalis, que assina a orelha do livro.
Comentário sobre a obra: a Professora Sônia, descreve detalhadamente os principais RPGs jogados no Brasil
( Gurps, D&D e vampiro: a mascará) de maneira envolvente conduzindo o leitor a adentrar nesta até então abstrata “pedagogia da imaginação”. Detalhe para quem quiser mais informações ela tem um blog (http://www.rpgeapedagogiadaimaginacao.blogger.com.br/)
Ouvimos dizer que Curumatara significa “menino viajante” na língua tupi. Nossa história tem um menino muito arteiro, um personagem famoso do folclore nacional. Ele tem uma missão importante e uma viagem complicada pela frente, desde o centro da cidade de São Valêncio dos Oradores até a matinha onde ele costumava morar. Nosso menino viajante está pedindo ajuda para encarar essa jornada. Sabe para quem? PARA VOCÊ! É, você também vai ser personagem deste livro. Vai enfrentar desafios na cidade, no campo e no mato. Vai usar tudo o que aprendeu na escola para levar o tal menino de volta à floresta. Vai decidir para que lado a história anda e até escolher o final. E Curumatara tem vários finais. Se você não gostar de um deles, é só recomeçar a leitura e escolher outro. E depois viver essa aventura como personagem, você vai descobrir que também é muito divertido ser o Narrador, a voz que conta a história. Aí será a sua vez de convidar os amigos para levarem o Curumatara de volta à floresta. Curumatara: de Volta à Floresta é uma Aventura Solo paradidática, construída de acordo com os parâmetros curriculares do ensino fundamental. O personagem principal deve ajudar o Curupira a voltar para sua mata e salvar os animais ameaçados pela construção de uma nova usina hidrelétrica. Ao longo da história, são vistos conceitos relacionados a ecologia, biologia, matemática, folclore e etc., e o livro traz um pequeno encarte que permite ao leitor transformar a Aventura Solo num RPG.
autora: Maria do Carmo Zanini
Comentário sobre a obra: Eu me diverti muito neste livro-jogo, pode ser jogado individualmente ou usado para fins didáticos em sala de aula, Curumatara é uma obra muito bem feita e deliciosa de ler, recomendo para educadores e jogadores, e digo QUANDO TIVER UM FILHO ELE VAI LER CURUMATARA ^^
.: Simples :.
Sistema Inicial para Mestres-Professores
Lecionarem através de uma Estratégia motivadora
Marcos Tanaka Riyis, professor e Coordenador Pedagógico da Jogo de Aprender (www.jogodeaprender.com.br) apresenta seu livro SIMPLES – Sistema Inicial para Mestres-Professores Lecionarem através de uma Estratégia motivadora, que é um manual para professores que desejam utilizar Jogos em suas aulas. Mais especificamente, esse livro auxilia o professor a utilizar Jogos Cooperativos de Representação e Role-Playing Games (RPGs) como estratégia de ensino.
Respostas para as perguntas mais comuns do professor (O que é? Por que utilizar? Como utilizar?) são respondidas nesse livro, que serve como referência para o uso de uma atividade que, ao mesmo tempo, é divertida para o educando, permite o desenvolvimento de competências, habilidades e conteúdos e ainda desenvolve a consciência da importância da cooperação para o mundo moderno.
Exemplos práticos, fundamentação teórica, jogos cooperativos, resultados de trabalhos já realizados, referências para pesquisas futuras e outros assuntos ligados ao RPG e Educação são conteúdos apresentados, bem como um pouco do trabalho do autor com Jogos Educativos, principalmente os Role-Playing Games (RPGs).
Com esse livro, o educador saberá mais sobre essa moderna estratégia de ensino, que alia a motivação de um jogo com o desenvolvimento de conteúdos, competências e habilidades.
O SIMPLES – Sistema Inicial para Mestres-Professores Lecionarem através de uma Estratégia motivadora, com prefácio de Marcelo Telles, Coordenador da Rede RPG, professor de música e autor de RPG, pretende ser uma referência para o educador que deseja tornar sua prática pedagógica mais prazeirosa para os educandos e, portanto, é um instrumento para o professor incrementar suas aulas e deixá-las mais motivantes, com ganhos no aspecto pedagógico, através de um tema que vem crescendo no país, o RPG na Educação.
O livro tem um preço especial de lançamento de R$ 10,00 e pode ser adquirido diretamente com o autor através do e-mail marcos@jogodeaprender.com.br
texto retirado do site www.jogosdeaprender.com.br/simples.htm
comentario sobre a obra: Depois de ler o SIMPLES, uma grande barreira de preconceito caiu em mim, sempre imaginei que RPG era prático com até 6 pessoas, mais que isso considerava bagunçado, até o professor Marcos citar um trabalho com 40 pessoas!!! e eu digo que ele consegue realmente trabalhar com simplicidade e qualidade sendo distinto durante todo o livro



